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Como evitar os vícios repetitivos na fala

Evitar os vícios repetitivos na fala é um dos passos para melhores apresentações em público.

Também conhecidos como “muletas”, são locuções usadas para conectar diferentes partes de um texto, que preenchem os momentos de organização das ideias com vogais prolongadas. Esse tipo de barreira constrói uma percepção de hesitação, de falta de fluência. Essas verdadeiras barreiras verbais são expressões que impactam negativamente no sucesso na comunicação e que impedem ou dificultam a recepção correta da mensagem.

São ruídos terríveis que aparecem soltos, deselegantes, no meio da frase na nossa fala e que dispersam a atenção dos ouvintes.


Quando você não conhece ou não domina o assunto, a lentidão para se pensar no que será dito logo em seguida provoca os famosos vícios repetitivos.

Evite, durante sua fala, as palavras e os termos repetitivos:

  • “Né”, “tá”, “daí”, “certo”, “ok”, “então”, “bom”, “é…”, “ih”, “assim ó”, “vejam bem”, “vocês estão me entendendo”, etc.: Estas são vícios de linguagem que devem ser eliminadas.

Evite ainda, os termos:

  • “A gente”: Para substituir “eu” ou “nós”, soa muito indefinido e generalizado.

  • “Gostaria”: Forma no futuro do pretérito que dá um sentido de condicional – parece que você quer, mas não quer.

  • “Acho”: Como diz o ditado, quem acha está procurando. Substitua por: “eu penso”, “eu acredito”, “creio que”, “entendo que”.

Essas repetições tornam sua apresentação insuportável, de tal modo que, após alguns minutos, o público começa a contar quantas vezes você repetiu aquele cacoete, o que desvia a atenção do tema e causa desinteresse.


Outros vícios de linguagens surgem em uma determinada época, e de tanto que são repetidos exaustivamente pela população, acabam cristalizando-se na fala do dia a dia, de maneira automática. “Tipo assim”, “meio que” e “cara” são alguns dos cacoetes de linguagem mais encontrados na fala!


Algumas expressões podem gerar dúvidas quanto à inteligência do interlocutor, desmotivando a audiência: “Está claro?”; “Está acompanhando o raciocínio?”; “Está me compreendendo?”; “Ficou esclarecido?”


Evite o uso abusivo e irritante da expressão: “na verdade”, dando a entender que o que se disse antes é mentira. É óbvio, que poderá ser usada moderadamente para complementar pensamentos que realmente queiram contradizer o que fora dito antes.


Outros modismos a serem evitados: “a nível de”; e, especialmente, o Gerundismo usado de maneira inadequada na tentativa de reforçar uma ideia de continuidade de um verbo no futuro. Como exemplo: “vou estar encaminhando…”; “vamos estar identificando o problema”; “estaremos entrando em contato para trocarmos ideias”.


Qual o remédio para evitar esses vícios repetitivos na fala?


– Faça uma pausa de um a dois segundos entre uma frase e outra. Nesse intervalo você vai sentir a palavra repetitiva na imaginação e a deletará mentalmente, sem citá-la.

Outro antídoto para eliminar essas repetições é, em primeiro lugar, saber que você possui esse cacoete.

E, como saber?

– Grave ou filme sua apresentação, conte quantas vezes repetiu a mesma palavra e corrija os maneirismos.

O efeito dessas palavras é terrível: basta que alguém já tenha o escutado uma vez para que você seja conhecido para sempre pela negatividade das repetições.


Para se ter uma fala clara e harmoniosa é imprescindível afastar essas repetições que maculam nossas apresentações em público. E, como vimos, é simples e fácil: faça a pausa silenciosa de um segundo no final da frase e “engula” mentalmente a muleta que aparecer automaticamente.


Um abraço,

Acácio Garcia


#Oratoria #AcacioGarcia #ViciosNaFala

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